Dicas de Alimentação da Criança Especial – Bebês

Dicas de Alimentação da Criança  Especial – Bebês

Ter uma criança especial em casa é uma realidade para a qual ninguém está preparado.

Há toda a novidade trazida pela chegada de um novo ser, como acontece em quase todos os lares do planeta, e mais a adaptação a um mundo por vezes muito frágil, com sua infinidade de códigos desconhecidos.

Entretanto, seja qual for a dificuldade física, motora ou mental do seu filho, jamais ele deixará de ser uma criança como todas as outras.

Tudo bem que certos acontecimentos chegam de forma precoce, ou completamente atrasados (em nosso tempo “normal”). Faz parte do processo de vida desses pequenos escolhidos.

E nós, os cuidadores, devemos respeitar, antes de tudo, o que lhes é próprio da existência.

ESTIMULANDO A MASTIGAÇÃO E DEGLUTIÇÃO

As crianças portadoras de necessidades especiais precisam de hidratação constante, ainda mais quando consomem produtos industrializados ou fórmulas especiais.

As que utilizam sonda de alimentação acabam consumindo água de maneira involuntária. Por isso, é importante que o profissional que as acompanha calcule as quantidades de água utilizadas na limpeza do utensílio, após as refeições, para que não exceda a conta.

As dificuldades na ingestão de água são costumeiras. Por isso, é importante tomar algumas precauções:

1-Dê água apenas na colher aos que engasgam com muita facilidade, ou aos que não estão acostumados com ela (a água, e a colher também).
Dê em pequenas quantidades também aos que se alimentam apenas por sonda.

2 –Ofereça frutas frescas suculentas e macias, ao menos 3 vezes ao dia.
Utilize a redinha de alimentação ou coloque pedaços de alimentos macios enrolados em uma gaze. Encoste nos dentes superiores do canto da boca, e ajude a movimentação mandibular, com suas mãos, para exercitar a mastigação, língua e outros músculos da face;

3- Converse com a fonoaudióloga sobre engrossantes para a água e outros líquidos. Costumam comercializar um á base de agar agar, uma alga marinha. Algumas crianças podem apresentar reações adversas ao produto.

4 –Engrosse indiretamente, através dos alimentos. Utilize abobrinha ou chuchu em todas as papinhas, agregando mais água ao preparado.

Utilize outros engrossantes naturais:

5 –Quando não tem muito jeito, passe a acrescentar água pura aos alimentos após o preparo, em vez de dar diretamente;

6- Deixe experimentar sabores e texturas, mesmo que use alguma sonda. Quanto menor essa possibilidade, mais vai engasgar com tudo, mesmo com fonoaudiologia, atendimento em disfagia…

7 – Lembre-se também de limpar os dentes todos os dias. Se utiliza sonda, limpe a boca com auxilio de uma gaze esterilizada, enrolada em seu dedo, levemente umedecida, ou passe a escova sem creme dental com flúor, para os menores.

8 – E não deixe de levar na fonoaudióloga.

AMAMENTAÇÃO DOS BEBÊS portadores de necessidades ESPECIAIS 

Muitos nascem prematuros, e sequer possuem a possibilidade da amamentação nos primeiros dias, seja em aleitamento materno ou artificial.

Se o seu bebê ficar internado longo tempo, ative a ocitocina (que atua estimulando as contrações uterinas e as glândulas mamárias), com exercícios nos seios, ou o auxílio de bombinha de sucção (a elétrica é bem eficaz).

Chame a ocitocina!

Ordenhe e leve seu leite para o banco da maternidade, para que seja pasteurizado. Depois, avise ao médico que ele lá está, aguardando o sinal verde para ser liberado na “dieta” do bebê.

1as. POSIÇÕES

A pega correta do seio da mamãe pelo bebê é muito importante nessa hora.

Arrume uma almofada para apoiar suas costas, coloque um travesseiro no colo. Levante um pouco os joelhos, e ajeite o bebê.

Não se abaixe curvando a coluna e, sim, aproxime a cabeça dele, segurando para que fique mais alta que o resto do corpo. A língua deve ficar por baixo do mamilo. Ajeite para  que toda a auréola seja preenchida.

Para crianças hipotônicas, sem firmeza no corpo, ou com outra característica especial, o melhor é sentá-la sobre as coxas da mamãe, frente a frente.

Com uma mão, apoie a cabeça, com a outra, ofereça a mama.

Se o bebê apresentar dificuldades para sugar tente, antes de tudo, a RELACTAÇÃO , que alimenta sem cansar o bebê.

e possível, utilize leite materno ordenhado, que ainda garante proteção e força imunológica, vitalidade, todos os nutrientes essenciais e Água.

Caso seja necessário dar a mamadeira, segure com firmeza, bem inclinada (quase em pé), para que o bico fique cheio de leite, sem o risco de o bebê engolir ar.

Teste o bico, e veja se o furo não está muito estreito ou muito largo.

Não deixe que jogue a cabeça para trás.

Coloque no colo, massageando as costas, para que arrote. Não o coloque para deitar sem arrotar.

entar o mais para trás da cadeira possível.

Colocar almofadas na parte inferior das costas e sentar ereta.

Colocar os pés apoiados , em uma banqueta por exemplo , para elevar a altura dos joelhos.

Colocar o bebê sobre uma almofada no colo para aproximá-lo da mamãe.

As modificações para amamentação incluem posicionar a mãe em decúbito lateral.

Fonte: Clinica Materno Infantil Vitae /Joinville SC – Guia da Gestante de Eliane Fabiana Radünz (Fisioterapeuta)

Golfadas ou Refluxo?

Crianças com ocorrências frequentes de refluxo ou golfadas jamais devem ser deitadas durante a amamentação, ou logo após a mesma.

Segure no colo, com a cabeça para cima, por cerca de 30 minutos, após as mamadas.

Eleve a cabeceira do berço ou da cama em aproximadamente 45º.

Coloque um travesseiro por baixo do colchão.

Aliás, o procedimento é ma forma de prevenir incidentes com qualquer bebê.

Verifique com um especialista se os vômitos ou regurgitação não estão diretamente associados com ingestão de fórmulas lácteas, seja por alergia á sua proteína, ou intolerância á sua lactose, e mesmo reação á ingestão de alimentos á base de soja.

A mamãe que amamenta deve seguir cuidando da sua alimentação, evitando proteínas alergênicas (de produtos lácteos e derivados, soja, frutas oleaginosas, embutidos, frituras e industrializados ricos em aditivos químicos, açúcar e gordura trans).

Para minimizar os riscos de engasgos durante a ingestão de leite:

O alimento em estado líquido geralmente causa engasgo ou tosse e pode acabar por ser aspirado para os pulmões, causando um ronco característico, muito vezes audível.

Algumas vezes, é preciso engrossar o leite. A papa de Epstein é engrossada com maisena, que em conjunto com a fórmula em pó, pode causar prisão de ventre.

Com fome, a criança respira mais rápido, o que provoca falta de coordenação ao sugar.

Atente para os horários das mamadas. Não deixe o bebê ansioso pelo alimento, pois isso poderá descoordená-lo, prejudicando a refeição.

Evite conversar ou se entreter com outra coisa (TV, revista, etc), enquanto a criança mama.

A falta de coordenação em crianças especiais pode ter como consequência desde simples engasgos até refluxo e pneumonias de repetição.

A orientação de uma FONOAUDIÓLOGA para lidar com o assunto é deveras importante, auxiliando no desenvolvimento geral do organismo.

Na hora do papa

Segure a cabeça que tende a ir para trás, colocando suavemente na posição correta. Isso facilita a deglutição, afasta os engasgos e ajuda na postura.

Oriente toda e qualquer pessoa que for cuidar do bebê ou criança especial, quanto a formas de dar os alimentos.

PARA MAIORES

Nem todo mundo gosta de novidades. Ao iniciar a alimentação complementar do bebê com necessidades especiais, experimente uma colher pequena, adequada a seu tamanho, de preferência de silicone.

Em vez do suco de frutas, que pode fazer engasgar, opte pela fruta amassada ou raspada.

Estimule a mastigação com pedaços de frutas macias, como banana, mamão ou caqui (sem a semente). Evite cítricos.

Na hora de beber água, coloque o líquido nos cantos da boca.

Dê ás colheradas, e ensine aos que possuem capacidade, a utilizar o copinho.

Se houver engasgos, deite a criança de lado, com a cabeça um pouco elevada, de preferência em seu colo. Isso afasta o risco do líquido entrar pulmão adentro

Nestes momentos, a posição sentada aumenta o risco do refluxo pegar o caminho errado, sufocando a respiração. Barriga para cima também não é indicado.

Parece simpatia, mas sempre funciona: levante o braço esquerdo da criança quando começar a tossir ou engasgar, para que recupere o fôlego.

Se não resolver de imediato, como sempre acontece, coloque-a deitada, de lado, e dê alguns tapinhas suaves em suas costas. Vire seu rosto para baixo, para que solte o que estiver na boca, seja sólido ou líquido.

Evite fazer o mesmo com a criança sentada, pois ao virar sua cabeça para baixo, para que cuspa o conteúdo, pode pressionar o abdome.

A falta de coordenação ao mastigar pode gerar problemas graves em outras regiões do corpo como os pulmões, estômago e intestinos.

Depois de amassada, coloque a comida no canto da boca, onde estão os molares. Ajude o movimento com suas mãos, delicadamente para estimular a mastigação e movimentação da língua.

Experimente passar a comida em uma peneira, após o cozimento.

 Fonte:https://alimentosaudeinfantil.wordpress.com/alimentacao-da-crianca-especial/

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *